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O que aprendi sobre o Vale do Silício

O que aprendi sobre o Vale do Silício

Há alguns dias fui visitar o Vale do Silício em San Francisco, para ver e sentir o que podemos encontrar de magia num lugar em que as grandes inovações do mundo acontecem.

Chegando no Aeroporto de Miami para fazer a conexão, já descobri que para o processo de imigração não precisamos mais preencher aquele formulário chato, de letras minúsculas que a comissária nos entregava ainda na aeronave. Agora, a imigração é realizada num totem onde você mesmo prepara tudo e na sua língua de origem. A imigração Americana foi automatizada, bastando o Oficial carimbar seu passaporte, caso, evidentemente não desconfie de sua conduta e do motivo de sua visita por lá.

Bem, cheguei ao lugar onde tudo de mais moderno existe e de cara já topei com vários patinetes pela cidade. Sim, é um meio de transporte também. Você baixa um aplicativo de celular, paga U$ 1,00 para utilizar e ao chegar ao seu destino pode deixa-lo na calçada, onde quiser, e outra pessoa que necessite já pode utiliza-lo. O interessante é que estão disponíveis em ótimo estado de conservação e se o usuário se dispor a carregar a bateria ainda recebe um bônus de U$ 5,00 por cada carga.  Fantástico!  Ainda podemos ganhar dinheiro com ele.

Em San Francisco é claro, o famoso Bondinho no meio da via impressiona pelo contraste entre o velho e o novo…  Novo?  Logo ali na esquina vem um veículo sem motorista!?  Coisa doida.

Cheguei um dia antes. Sempre que tenho a oportunidade de conhecer um país, tenho esse cuidado, para que ocorra uma melhor adaptação em relação ao fuso horário, que nesse caso uma diferença considerável de quatro horas.  Aproveitei para ir até uma igreja e fazer uma oração de agradecimento a Deus pela oportunidade de ali estar.

Em seguida fui com amigos visitar o Zoo da cidade, programa que adoro.   Ao chegar no estacionamento já me deparo com dois veículos Tesla sendo abastecidos de energia elétrica numa vaga especial destinada para os proprietários desse tipo de veículo.  Lindo, um carro realmente lindo, o qual tive o prazer de dirigir dias adiante.  E que emoção dirigir sem colocar as mãos no volante, ele faz tudo por você.

Aliás, nesse segmento a Uber e a Embraer estão trabalhando num projeto e desenvolvendo um “carro voador”. Quando será lançado?  Em 2020, segundo estimativas.

A turma foi chegando, um bom papo, uma cerveja Blue Moon e encerramos aquele dia ansiosos pelo início dos trabalhos no dia seguinte.

E assim vamos para nossa primeira mentoria com Maurício Benvenutti da StartSe e junto ao grupo descobrir tantas outras novidades num lugar que parece mágico, coisas de filmes da Disney.

Saímos todos com a impressão que aquilo ali só existe no papel, mas que nos dias seguintes, iremos descobrir que não!  Tudo aqui já existe na mente de gente visionária e em seus projetos acelerados por grandes investidores.

Bem, deu fome. Claro que vamos experimentar o Impossible Burger, afinal um hambúrguer vegano que tem gosto de carne, textura de carne, sangra como carne e não é carne. Eu nunca havia experimentado e me surpreendi.   O Objetivo do criador e produzir alimento barato para alimentar o mundo e sem ter que matar animais. Saborosíssimo.

Aqui no Brasil já temos espaços em coworking, mas ao visitar a Galvanize tive a real noção de como as pessoas se encontram para trabalhar, num ambiente aberto, moderno e compartilhado. Descobri que ali os projetos e diversas ideias são desenvolvidos e na hora do Happy Hour é que ideias são trocadas e muitas soluções são implementadas em projetos.   O ambiente coletivo proporciona um canal de abertura e desenvolvimento de novos talentos.   Você pode ter um mentor ou pode estar junto a pessoas incríveis que te trazem a melhor solução quando um projeto seu “empaca.”  E nesse lugar ninguém menos do que a StartSe tem seu escritório.

Interessante foi ver uma sala de reunião fechada com a palavra “Presídio” escrita na porta.  É ali que o pessoal faz as reuniões e só saem de lá com ideias e soluções que serão postas em prática em seus projetos.

Uma das certezas do Vale é que 65% das crianças do atual primário vão trabalhar em atividades que ainda não existem.  Ora, como assim?  Pois é, a forma com que nos relacionamos com o trabalho passará por grandes transformações, novos produtos, novas tecnologias e algumas das profissões já podem sentir hoje em seu maior concorrente a tecnologia e a Inteligência Artificial presente.

Se você ainda não ouviu falar, aqui estão termos que se originaram no Vale e que espalharam pelo mundo: Realidade Virtual; Realidade Aumentada; Computação em Nuvem; Internet das Coisas; Biotecnologia; Energias Renováveis; Carros Voadores; Drones; Blockchain; Bitcoin; etc.

Visitamos Facebook, surpreendente como podem ter 12 mil colaboradores altamente qualificados e devidamente sabatinados numa entrevista pessoal para lhe garantir a vaga.

Google, sensacional!  Outros 40 mil colaboradores que antes de serem contratados passam por doze entrevistas. E essa gente trabalha para o desenvolvimento de novas tecnologias com o objetivo de ajudar o mundo, aliás, o principal objetivo das empresas do vale é ser disruptiva e ajudar milhares de pessoas, quer seja com produtos ou serviços.

Os balões do Google que vão levar sinal de wi-fi grátis para o mundo inteiro já estão sendo testados e inclusive já estiveram na Amazônia Brasileira.   Imagino eu que dentro de mais no máximo cinco anos todos teremos sinal de internet grátis!   E lá se vai mais esse serviço precário, caro, oferecido por nossas operadoras de telefonia móvel.  E quem não acredita, veja o que aconteceu com o SMS, aquele torpedinho caríssimo que foi substituído gratuitamente pelo WhatsApp.

Stanford University, onde nascem muitos dos talentos disruptivos do Vale do Silício, uma universidade incrível, fundada em homenagem ao filho do fundador, Leland Stanford e hoje tem cerca de 17 mil alunos no campus.

Draper University, onde formam-se talentos com cursos intensivos de curta duração, realmente a universidade do Super-Heróis.

E a casa onde Morou Steve Jobs, a foto na frente daquela garagem onde a Apple deu seus primeiros passos, que emoção estar ali, numa energia que mudou a história para sempre.  Hoje uma potência empresarial e mundial.

Visitamos a Plug and Play, uma aceleradora que acolhe várias empresas, inclusive onde está o nosso Banco Brasil, onde o Vilmar nos recebeu e mostrou um pouco mais desse mundo.

A HP e suas impressoras que operam em 3D, já imprimem de tudo, de tênis a peças, próteses com perfeição e estão trabalhando em projetos como imprimir um coração artificial.   Imaginem o benefício desse projeto para a humanidade.

Já existe um exame onde você solicita seu Kit, deposita saliva num potinho e dias depois recebe o resultando clínico de suas probabilidades de desenvolver diversos tipos de doenças.

Existe pesquisas avançadas num chip que será introduzido no corpo humano e que transmitirá dados de seu organismo via wi-fi para um laboratório que dentre muitos diagnósticos pode te avisar quando sua pressão esteja alterada ou seu colesterol esteja elevado.

Uma das crenças no Vale é de quem viver mais 10 anos, vai passar de 120 anos, de tantos estudos avançados que já tem na área médica.

Foram tantas visitas, tantos ensinamentos, e alguns conceitos ouvidos por lá vão ficar para sempre, para gente pensar:

Afinal, precisamos pensar disruptivamente para que possamos dar um grande salto em favor da humanidade.

Agradecimento especial aos nossos mentores nessa viagem: Dr. Roberto Shinyashiki; Arthur Shinyashiki, Guilherme Boer e Maurício Benvenutti, por nos fazer entender o verdadeiro sentido disso tudo.

 

Carlos José Berzoti é empresário e palestrante especializado no mercado imobiliário. É graduado em contabilidade, corretor de Imóveis com certificação IREM, especialização internacional para administração de condomínios e gestão de patrimônio. Também é membro integrante da Diretoria de Condomínios da AABIC. Com três escritórios na zona sul de São Paulo, conta com uma equipe composta por administradores, contadores, advogados, economistas e corretores de imóveis, para representarem a empresa junto aos clientes inclusive com profissionais Bilingue.

Carlos Berzoti

 

Para mais informações, acesse – http://www.carlosjoseberzoti.com.br

Facebook: https://www.facebook.com/carlosjoseberzotipalestrante/

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2 comentários em “O que aprendi sobre o Vale do Silício”

  • Que lindo ,tive a onrra de lhe conhecer no Noé 2017. La trocamos algumas palavras. …..fico feliz amigo por ver sua evolução e agradecido por compartilhar seu conhecimento ……parabéns forte abraço

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